‼🇲🇿 Profissionais de saúde moçambicanos mantêm greve iniciada em janeiro
A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) anunciou hoje, em conferência de imprensa, em Maputo, que vai continuar a paralisação no setor, iniciada em 16 de janeiro passado, devido à falta de condições de trabalho nas unidades sanitárias.
"Hoje, os profissionais de saúde atendem partos com saco plástico na mão, porque não têm luvas, com lanterna, sem máscaras, sem roupas, sem blocos de receita para prescrição de medicamentos", relatou o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, acrescentando que se trata de "um crime contra a saúde pública".
Os profissionais de saúde exigem do Governo propostas escritas com prazos para pagamento de subsídios e entrega de material médico. "Queremos guia de entrega do material médico-cirúrgico, guia de entrega do medicamento. O Governo que traga uma proposta escrita com valores e com datas", disse ainda Muchave.
"Vamos observar o que tem nas unidades sanitárias, mas não paramos a greve. Paramos a greve com material médico cirúrgico e medicamentos dos hospitais, nos hospitais", declarou o líder da associação reiterando que a greve não é contra a população, mas visa garantir melhores condições no sistema de saúde e assegurar um atendimento digno.
